


Continuar igual, do mesmo jeito e se sentindo mal, é fácil, é normal. Difícil é mudar e se tornar alguém diferente.
A vida não nos pertence, mas a existência, sim.
Existir é a arte de transformar instantes em momentos especiais.
A melhor coisa que se pode aprender com a morte é sobre a vida.
Mesmo diante da finitude da vida, viver plenamente será a única maneira de tocar e sentir o infinito.
Como é difícil dizer “não” e como é fácil dizer “sim”, mesmo quando o sim é um não!
Depois de sentir como é bom amar, depois de chorar tanto em cada despedida, querer amar ainda mais deve ser loucura — ou talvez apenas a velha teimosia do coração, que insiste em achar que tanto amor assim foi pouco.
Normalmente, são os iguais que se atraem, mas, às vezes, também os diferentes se encontram, até se tornarem iguais; depois, é possível que um deles queira encontrar, outra vez, quem seja diferente.
Eu sou singular
Tu és singular
Tu e eu, juntos, somos plural.
Solidão é singular.
Felicidade é plural.
Onde estou EU?
Onde TU estás, afinal?
Um dia, se o que sentimos um pelo outro morrer,
que morra sozinho,
sem qualquer ajuda e bem devagarinho,
e que nenhum de nós seja acusado de ter abandonado
ou feito pouco caso desse amor.
Podemos ser maestros da sinfonia eletroquímica que nos habita. A cada pensamento, gesto e afeto afinamos hormônios e neurotransmissores, esculpimos trilhas neurais e, ao escolher amor, gratidão e cuidado, destilamos remédio. Ao nutrir rancor, inveja e raiva, fabricamos veneno — e é com essa batuta invisível que compomos a saúde do corpo, a quietude da mente, a sabedoria e o rumo do nosso destino.
É na dor e na incerteza que a vida nos reinventa: a adversidade rompe fronteiras, desfaz velhos “eus” e nos conduz para além do que um dia ousamos sonhar.
São os sonhos que revelam a face mais luminosa da vida. Quando falham, deixam marcas que, se acolhidas, transformam-se em mestres silenciosos. A existência é um entrelaçar de escolhas, e delas brotam tanto flores quanto espinhos. Mas é no toque dos espinhos que aprendemos o valor da seiva. Viver é sonhar, arriscar, errar e renascer, sem nunca abandonar a busca pela melhor parte.
Trate o “não” como parte do processo, não como sentença final.
Faça perguntas que abrem portas; transforme pedidos em caminhos.
Espalhe suas tentativas: mude de arenas, de pessoas, de formatos — a probabilidade também trabalha a seu favor.
Separe seu valor do veredito: a resposta fala do momento, não de quem você é.
Celebre o ato de pedir: é musculatura de futuro sendo treinada.
Mantenha um portfólio de vontades — algumas para agora, outras para a hora certa.
Converta o “talvez” em próximos passos com data.
Agradeça o “não” honesto: ele pode evitar anos de caminho errado.
Que a ausência de empatia jamais se torne regra, pois é ela o fio invisível que nos entrelaça, tornando possível o diálogo, a compreensão, a convivência e o amor recíproco. A empatia exige a coragem de ver o mundo com os olhos do outro e de acolher o que não nos pertence. Quando essa capacidade se perde, não são apenas as relações que desmoronam, é a própria essência do humano que se desfaz, deixando a vida sem o calor que lhe dá sentido.


O autor trabalha atualmente na elaboração de mais uma obra literária: Memórias de Veríssimo Ninguém. Um livro que desafia classificações. Não é romance, nem biografia, tampouco tratado filosófico. A obra se constrói como um mosaico de fragmentos — confissões, delírios, aforismos, poesias, reflexões e surtos — deixados por uma figura que, ao que tudo indica, […]
Uma nova etapa começa a se delinear na trajetória do autor, com a preparação de duas obras que ampliam e aprofundam seu universo criativo, transitando entre poesia, filosofia e experimentação literária. Uma delas, A Fábula da Criação, é uma obra poética e filosófica que reinventa a gênese da humanidade como uma travessia simbólica entre forças […]
O livro Pedaços coloridos que ficaram foi destaque em reportagem do jornal Bem Paraná, que apresentou a obra como uma sensível celebração do Parque Barigui por meio de fotos e poesias. A matéria ressalta o olhar poético do autor de O Homem que Lia Almas, que transforma cenas cotidianas da natureza e da cidade em […]