Bem devagarinho

Um dia, se o que sentimos um pelo outro morrer,
que morra sozinho,
sem qualquer ajuda e bem devagarinho,
e que nenhum de nós seja acusado de ter abandonado
ou feito pouco caso desse amor.

Outras poesias

Vida perdida

Vida não vivida não se guarda, não se estoca, não se acumula, simplesmente é vida que passa, sem ser sentida, sem ser notada, sem ser vivida.
É vida perdida!

Dúvida cruel

Pense bem antes de desistir daquilo que sua razão diz ter certeza de que é loucura, e seu coração tem apenas uma dúvida: não sabe se é amor ou se é paixão.

Medo

Alguém perguntou:
“Por que ela tem tanto medo de morrer?”
Outro alguém respondeu:
“Porque sempre teve muito medo de viver!”

Amor-próprio

Desejamos tanto o amor do outro, simplesmente, porque amor-próprio não basta!
É como tentar encontrar um tesouro com apenas a metade do mapa.

Veja também

Textos e frases

É na dor e na incerteza que a vida nos reinventa: a adversidade rompe fronteiras, desfaz velhos “eus” e nos conduz para além do que um dia ousamos sonhar.

São os sonhos que revelam a face mais luminosa da vida. Quando falham, deixam marcas que, se acolhidas, transformam-se em mestres silenciosos. A existência é um entrelaçar de escolhas, e delas brotam tanto flores quanto espinhos. Mas é no toque dos espinhos que aprendemos o valor da seiva. Viver é sonhar, arriscar, errar e renascer, sem nunca abandonar a busca pela melhor parte.

Trate o “não” como parte do processo, não como sentença final.
Faça perguntas que abrem portas; transforme pedidos em caminhos.
Espalhe suas tentativas: mude de arenas, de pessoas, de formatos — a probabilidade também trabalha a seu favor.
Separe seu valor do veredito: a resposta fala do momento, não de quem você é.
Celebre o ato de pedir: é musculatura de futuro sendo treinada.
Mantenha um portfólio de vontades — algumas para agora, outras para a hora certa.
Converta o “talvez” em próximos passos com data.
Agradeça o “não” honesto: ele pode evitar anos de caminho errado.

Podemos ser maestros da sinfonia eletroquímica que nos habita. A cada pensamento, gesto e afeto afinamos hormônios e neurotransmissores, esculpimos trilhas neurais e, ao escolher amor, gratidão e cuidado, destilamos remédio. Ao nutrir rancor, inveja e raiva, fabricamos veneno — e é com essa batuta invisível que compomos a saúde do corpo, a quietude da mente, a sabedoria e o rumo do nosso destino.

Existir é saber que cada escolha deixa marcas. A dor não pode ser transferida, mas pode ser prevenida. Ouça, reflita, mas decida por si — porque a liberdade e a responsabilidade serão sempre suas.

Muitas vezes, o que se diz é apenas sombra do que realmente se carrega. Palavras podem ser polidas, moldadas para agradar ou enganar, mas as ações — mesmo as mais sutis — sempre traem a verdade. Ler nas entrelinhas exige sensibilidade rara, capaz de captar silêncios, contradições e pequenos gestos que a linguagem tenta ocultar. Compreender alguém não é apenas ouvir o que afirma, mas observar o que faz, o que condena e o que silencia. E há algo de amargo em perceber quando já não é mais possível ser enganado.