É paixão
Não há nada mais verdadeiro
do que o sentimento espontâneo e profundo
que nasce entre duas pessoas.
E não há nada mais lindo do que
chamar esse sentimento de paixão.

Um dia, se o que sentimos um pelo outro morrer,
que morra sozinho,
sem qualquer ajuda e bem devagarinho,
e que nenhum de nós seja acusado de ter abandonado
ou feito pouco caso desse amor.
Não há nada mais verdadeiro
do que o sentimento espontâneo e profundo
que nasce entre duas pessoas.
E não há nada mais lindo do que
chamar esse sentimento de paixão.
Eles passaram pela vida, e suas vidas passaram.
O tempo passou.
No final, não havia mais tempo,
nem mais vida, nem para o tempo passar.
Desejos e sentimentos que nascem de verdadeiras paixões são emoções tão raras e especiais que temos a obrigação de tentar transformá-las em grandes amores.
Uma das características de um verdadeiro amor é a sensação de que as almas se fundiram, mas a individualidade foi preservada.
É na dor e na incerteza que a vida nos reinventa: a adversidade rompe fronteiras, desfaz velhos “eus” e nos conduz para além do que um dia ousamos sonhar.
São os sonhos que revelam a face mais luminosa da vida. Quando falham, deixam marcas que, se acolhidas, transformam-se em mestres silenciosos. A existência é um entrelaçar de escolhas, e delas brotam tanto flores quanto espinhos. Mas é no toque dos espinhos que aprendemos o valor da seiva. Viver é sonhar, arriscar, errar e renascer, sem nunca abandonar a busca pela melhor parte.
Trate o “não” como parte do processo, não como sentença final.
Faça perguntas que abrem portas; transforme pedidos em caminhos.
Espalhe suas tentativas: mude de arenas, de pessoas, de formatos — a probabilidade também trabalha a seu favor.
Separe seu valor do veredito: a resposta fala do momento, não de quem você é.
Celebre o ato de pedir: é musculatura de futuro sendo treinada.
Mantenha um portfólio de vontades — algumas para agora, outras para a hora certa.
Converta o “talvez” em próximos passos com data.
Agradeça o “não” honesto: ele pode evitar anos de caminho errado.
Podemos ser maestros da sinfonia eletroquímica que nos habita. A cada pensamento, gesto e afeto afinamos hormônios e neurotransmissores, esculpimos trilhas neurais e, ao escolher amor, gratidão e cuidado, destilamos remédio. Ao nutrir rancor, inveja e raiva, fabricamos veneno — e é com essa batuta invisível que compomos a saúde do corpo, a quietude da mente, a sabedoria e o rumo do nosso destino.
Estar aberto ao aprendizado é um ato de coragem e humildade: exige reconhecer que não sabemos tudo e que até nossas certezas mais sólidas podem ruir diante de novas perspectivas. Cada dia traz a chance de ressignificar convicções antigas, permitindo-nos crescer e evoluir. Aprender não é apenas somar conhecimento, mas revisitar crenças, questionar padrões e enxergar o mundo com olhos renovados. A verdadeira sabedoria não está em saber mais, mas em ousar mudar, ouvir e compreender que a vida é um rio em movimento — e só flui plenamente quem se permite transformar.
Ninguém nasce humano — nasce apenas como possibilidade. O ser inteiro virá depois, se vier. Porque se tornar gente pede mais que batimento: pede ferida, empatia, escolha, queda e recomeço. A humanidade não é presente, nem passado perfeito: é verbo a se conjugar, tempo em aberto, futuro mais que imperfeito — mas isso não é fácil de entender.